Seja bem vindo!

Registraremos viagens comuns, de pessoas comuns. Mas como gostamos: livres, sem uma sequencia de compromissos e obrigações, decidimos o que fazer em cada lugar. Como na música de Kleiton & Kledir:
vou pra onde o vento vai...

...E aí
Seja o que for
Nós, ao sabor do vento...




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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Mais um pouco de Buenos...




Buenos Aires é para se conhecer a pé, olhando todos os detalhes das fachadas, dos parques, parando de vez em quando pra um café no Havanna, sorvetes Freddo e Persicco, (por que tudo tem letras duplas?) com alfajores, lógico...

Para quem gosta de luxo, casas antigas extremamente conservadas e gente bonita, Palermo Chico é o lugar. A maioria das embaixadas estão concentradas alí, são lindas...

A flor abre ao amanhecer, imponente, tomando conta do parque, linda! Não há quem passe sem admirar e parar para uma foto. À noite fecha as pétalas. É o que nos informam os guias... mas quem tem tempo para ver a abertura e fechamento com tantas coisas a fazer ainda?


O MALBA - Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires é imperdível, pela sua arquitetura, pelo seu acervo de obras de todo o mundo e pelas exposições temporárias, tudo vele a pena ver.
Diego Rivera, Frida Kahlo, Di Cavalcanti, Andy Warhol são alguns dos nomes presentes com suas obras...

A exposição que visitamos agora é de Marta Minujín, obras 1959-1989. Uma viagem pelo inusitado, as obras dessa artista são supreententes, como deve ter sido sua carreira. No museu, um filme conta como, em Paris, ela promoveu em uma ocasião a destruição de suas obras (construções em madeira e pano) em um espaço público, com muitos amigos artistas ajudando a demolir tudo e depois incendiar, que rendeu até chamada a bombeiros. É difícil descrever as obras, mas dá para ter uma idéia de sua arte com a foto seguinte...


Ao entrar em uma instalação construída como um quarto, a surpresa é a obra de arte representando um casal conversando na cama... só que o casal não são bonecos, são duas pessoas mesmo, e conversam enquanto você aprecia a obra... ao tirar uma foto, eles nem mostraram tomar conhecimento de nós!!


Mais uma parada cultural, no Museu do carro antigo do ACA de Buenos Aires; é uma viagem no tempo, um tempo que nem tinhamos nascido, que alegria... está cada vez mais difícil ver carros mais velhos que nós! Lá estão os primeiros carros utilizados na cidade, pelos idos de 1900, e fotos antigas mostrando as famílias proprietárias. Também os primeiros carros de corrida e motocicletas da época, belo acervo.

Amanhã as meninas seguem para casa e nós continuamos nossa viagem para casa, e, se o vento nos levar como eu gostaria, passaremos antes na Barra do Chuí (se retornarmos pelo Uruguai)...

Ainda não está certo o trajeto, pois poderíamos retornar por Uruguaiana (conhecendo cidades no interior do Rio Grande do Sul, ou voltando por onde viemos, seguindo a Ruta 14 até Barracão ou Foz do Iguaçu, retornando daí a Curitiba. Vamos ver como estará o vento...

Mas, antes de ir, um brinde aos gostosos momentos que passamos em Buenos Aires...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ah! Buenos Aires...

Chegamos em Buenos Aires ontem, domingo, a cidade estava calma, quase vazia...
fomos direto para o Hotel, na Recoleta encontrar minhas filhas que vieram de avião. Elas não conheciam Buenos Aires e nas primeiras horas por aqui já estavam encantadas...

Esta é a vista do quarto do nosso Hotel, a igreja Nossa Senhora do Pilar e o Cemitério da Recoleta. Este é um lugar ótimo para se ficar, porque é um bairro seguro, bonito, afastado da Muvuca do centro, com muitos cafés e lojas bacanas. Passear a pé pela Av. Alvear e outras daqui do bairro é um colírio para os olhos...

Ao entardecer, um sorvete de Dulce de leche, passeio pela Recoleta e "El palacio de le Papa frita" comer um belo Lomo com "papas soufflé", que são batatas fritas infladas, que só se encontra por aqui...

Comprinhas no Buenos Aires Designer, que é de enlouquecer qualquer um, principalmente as mulheres...coisas para casa, tudo muito descolado, colorido, DELICIOSO!!

Seguimos caminhando para San Telmo, almoçamos ao som de Gardel e apreciando um belo Tango, tudo com direito a fotos e muita diversão...

Andamos rua por rua olhando e curtindo as fachadas das antigas casas, descobrindo lojinhas de roupas que pareciam sáidas de uma revista!

Descobrimos galerias com diversos antiquários e artesanatos locais...

Em Montserrat fomos mostrar a Plaza de Mayo e a Casa Rosada para as meninas...
Foi uma bela surpresa ao chegarmos na Catedral Metropolitana, um senhor do local nos falou que estava quase na hora da troca da guarda no Mausoléu de San Martin.
Alí podemos perceber o patriotismo deste povo... uma bela cerimônia! Uma guarda toma conta do Mausoléu por todo o dia e ao final da tarde soldados vem buscar a guarda e fecha os portões. Olhem o cachorrinho... passava despercebido entre tantas pessoas apressadas seguindo seu rumo...

Ainda teve passeio pro Puerto Madero no mesmo dia! e o cansaço? a gente não presta atenção para que ele passe longe... as vezes uma parada para um alongamento de "panturrilhas"e ....

Nós com a ponte da Mulher ao fundo... vale andar por todo o percurso, antiga doca 1, 2, 3, 4, 5... agora Universidade, restaurantes, bares, escritórios.
É uma demonstração de como modificar e aproveitar espaços, visando ombem estar das pessoas e do turismo...

Para terminar o dia, um belo Churrasco, é logico, fazendo planos para os dias seguintes...

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Rumo à Capital Federal...

Para a saída de San Pedro a Buenos Aires, algumas coisas me preocupavam na noite antecedente: uma era a falta frequente de “efectivo”, como chamam o dinheiro, nos bancos e caixas automáticos, um assunto de economia da Argentina; o outro era uma falta de gasolina (ou nafta, se quiser...) em alguns postos. Quando coincidia com os nos poucos postos que aceitavam cartão de crédito (tarjeta), criava uma combinação ruim. Chegamos a pagar gasolina com dólares para economizar “efectivo”. Um fato interessante foi que nessa peregrinação por postos, em um que não aceitava cartão de crédito o frentista disse que aceitava de débito: mesmo descrente de que funcionaria, peguei meu cartão do Itaú e, pasme... funcionou como débito e enchi o tanque.

Assim, antes de viajar gastei um tempo para achar um caixa que pudesse sacar “efectivo” em San Pedro, e só consegui em um Santander Río, o Santander daqui. Já "efetivado" com “efectivo”, a gasolina e a hospedagem viraram detalhes para a viagem.

Só faltava uma olhada no mapa e programação da rota do GPS. Usando o mapa gratuito Mapear (www.mapear.com.ar), que poucas vezes continha incorreções, não era possivel achar a cidade de Buenos Aires. Já estava quase buscando assinalar o hotel, quando lembrei: neste mapa não há cidade de Buenos Aires, há a “Capital Federal  (BA)”, onde BA é província de Buenos Aires... coisas dos nossos vizinhos portenhos. Descobri que ao procurar Buenos Aires (BA) no GPS vem uma Buenos Aires na Bahia... tente e veja com seu próprio GPS!

Rota programada, saímos pelas 10h, pois a noite anterior ficamos acordados até tarde. Na saída, um inconveniente: eu havia esquecido de carregar a bateria do intercomunicador, e sem poder falar com a Cláudia a viagem fica chata, afinal ela todo o tempo vai narrando o que ocorre ao redor, e me ajudaria na chegada a  BsAs.

Paramos em um MacDonalds na estrada, almoçamos um Big Mac e colocamos o capacete em uma tomada. Uns 40 minutos depois saímos já conversando como gente civilizada, e não por tapas ou gestos como um pouco antes, sem o comunicador funcionando.

A viagem foi magnífica, apesar de ser um domingo. Temíamos pegar o fluxo de retorno dos portenho das praias do rio Paraná, mas, se havia o tal fluxo nem notamos, a estrada (uma Autopista, chamada Au09) era deliciosa e fácil. Logo depois de San Pedro, já é pista dupla, asfalto excelente. Parece estrada americana ou de São Paulo... longe uma pista da outra, praticamente uma reta só. Mesmo assim, vimos um acidente, mas não dá para entender como conseguiu...

A velocidade limite cresce de 120 para 130 quando a estrada adquire mais pistas, viajamos mantendo quase sempre o limite de lei, só de vez em quando acelerava um pouquinho, e mesmo assim sempre tinha um mais rápido que nós... em um momento determinado, havia duas Mercedes esportivas e um Subaru (WRX, com um ronco de arrepiar), costurando entre as seis pistas como se estivessem passeando...

A experiencia de viajar nessa estrada foi muito boa, e ao chegar a entrada em BsAs foi surpreendentemente fácil, pois a Au09 entra dentro da cidade, deixando-nos muito perto do hotel em que ficaríamos, na Recoleta, em frente ao Cemitério do mesmo nome. Era domingo, o que facilitou, mas mesmo assim era um caminho muito direto.

Assim chegamos a BsAs. Os detalhes da cidade deixo para a Cláudia...